Com o declínio de Pimenta, que deve concorrer ao Senado, se consolida a candidatura de Pretto, enquanto Paim deixa a vida pública e entra para a história como um dos mais notáveis senadores da República do país.
Se restava alguma dúvida quanto
ao candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, o embaraço foi desfeito no
último domingo pelo possível candidato do partido ao Senado, o Deputado Federal
Paulo Pimenta, que afirmou que o candidato era e sempre foi Edegar Pretto.
Na verdade, Pretto é o candidato
natural do partido desde 2022, quando concorreu ao posto, na chapa com o PSOL. Foi
ele quem mais perto chegou do Piratini desde Olívio Dutra e Tarso Genro. Em
2022, não avançou ao segundo turno por apenas 2.441 votos, uma margem muito
pequena, sobretudo se considerar que Lula venceu em Porto Alegre, capital do
Estado e cidade que concentra lideranças importantes do partido.
Questionamentos em torno de seu nome surgiram após o período das enchentes, quando Paulo Pimenta ganhou
expressiva notoriedade como Ministro Extraordinário da Reconstrução. Entretanto,
com o declínio de Pimenta, a candidatura de Pretto se consolida, o qual
deve intensificar as movimentações para compor uma frente ampla de esquerda, cujo
diálogo envolve PSOL, PDT, PV, PSB e PCdoB.
Por ser o Deputado Federal mais
votado do partido e uma das maiores lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores, Pimenta deve concorrer a uma das vagas ao Senado, com o apoio de Lula, representando, assim, uma
significativa troca geracional, isso porque Paulo Paim deixa a vida
pública e entra para a história como um dos mais notáveis senadores da
República do país.
De família pobre, negro e
trabalhador desde a adolescência, Paim tornou-se metalúrgico, sindicalista, deputado federal constituinte e senador, legislando sobre fatos que vão marcar
por muitas gerações a estrutura do Estado brasileiro, como direitos
fundamentais, aposentados, previdência social, direitos trabalhistas, estatutos
da igualdade racial e pessoa com deficiência, lei de cotas, dívida pública e pré-sal.
A candidatura de Pretto ganha
ainda mais consistência diante do recente e criminoso vazamento envolvendo Juliana
Brizola. A candidatura da ex-deputada sofreu significativa avaria, mas seu futuro dependerá de sua capacidade de resiliência política e da posição oficial (e técnica) do Ministério Público sobre o caso. A propósito, não seria inédito um revés no
Quem é Edegar Pretto
Ligado aos movimentos socias do campo e da cidade, formado em gestão pública, por três vezes o deputado estadual petista mais votado, já foi presidente da Assembleia Legislativa e candidato a governador do Rio Grande do Sul em 2022, liderando a Frente da Esperança, quando obteve 1.700.274 votos válidos (26,77%). Atualmente, é presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nenhum comentário:
Postar um comentário