Charge do Duke
O país parou:
pela primeira vez,
um juiz da nação
pode ser investigado.
Um banqueiro atravessa a toga,
a República perde o prumo.
Ministros trocam acusações,
e o plenário produz
um mal-estar cívico,
profundo e consternado.
Um juiz chora.
Outro ergue a voz:
“Não levante o dedo para mim.”
Mas já não há gesto pequeno
quando a própria Corte
discute os seus limites.
A única mulher alerta:
não se destrói uma Corte
sem ferir a esperança
de quem ainda espera Justiça.
Cinco ministros,
uma eleição polarizada,
jornalistas sem sono,
o país em vigília.
O Judiciário pede reforma.
A sessão pede silêncio.
E, antes da resposta,
um ministro pede vista.


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